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produzir aparelhos de baixo custo que funcionarão com luz solar


Ele quebrou o silêncio

O canadense Howard Weinstein criou em Botsuana a única empresa que fabrica aparelhos auditivos na África e a única do mundo que emprega pessoas deficientes no processo. Agora Howard está no Brasil para replicar o modelo de sucesso


Revista Época 04/04/2011 - Veja matéria sobre a SolarEar

O som para todos os ouvídos. SolarEar faz aparelhos auditivos mais baratos, que usam emergia solar. Veja materia completa na revista Época


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O problema

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 7% da população mundial seja portadora de algum grau de deficiência auditiva, totalizando 278 milhões de pessoas. A prevalência da deficiência auditiva na América Latina varia entre 5 e 9%, de acordo com a OMS (2001) . Tal fato pode ser atribuído à falta de prevenção e tratamento das doenças relacionadas à surdez assim como também ao alto nível de poluição sonora, em vários setores de trabalho.    Em sua forma mais severa, a deficiência auditiva afeta, de maneira diferente, crianças e adultos saudáveis, prejudicando, quando não impedindo, seu acesso à educação e ao trabalho. Quanto mais precocemente for adaptado um aparelho auditivo em uma criança, maiores as chances de esta criança ser ensinada a falar e ter acesso ao sistema de educação local. Desta forma, a deficiência auditiva não tratada contribui para a manutenção do ciclo da pobreza e para privação de oportunidades de vida. 

 

Pessoas portadoras de deficiências , em geral,  representam suma porcentagem maior de desempregados do que a média nacional, têm menos acesso à educação e a treinamento profissional especializado e contraem mais doenças infecto contagiosas, entre elas, a AIDS.
De acordo com um estudo da OMS (2001), o preço do aparelho auditivo é muito alto em se tratando de uma população de baixa renda. Uma vez que as pessoas portadoras de deficiência auditiva geralmente necessitam de dois aparelhos auditivos, isso representa um alto investimento. Geralmente, quanto mais profunda é a perda auditiva, mais potente é necessário que o aparelho seja, e o produto prescrito é mais caro. Um aparelho auditivo para perdas auditivas severas e profundas necessita de mais energia da bateria, portanto consome mais baterias. Por isso, aqueles que mais necessitam de um aparelho, pagam o preço mais alto.

            Outro problema nos países em desenvolvimento, além do preço dos aparelhos auditivos em si, é a provisão e o acesso às baterias. Uma bateria padrão de #13 ou #675, que é usada em 95% dos aparelhos retro-auriculares dura cerca de uma semana. Esse custo é muito alto para grande parcela da população em países em desenvolvimento. Há também a questão do acesso, uma vez que essas baterias podem geralmente ser encontradas em cidades grandes mas nem sempre em vilarejos afastados.  E, finalmente, a questão ambiental, uma vez que atualmente, 175.000.000 de baterias-padrão no. 13 e no. 675 são descartadas anualmente, no mundo.


A solução

 

A partir de uma parceria entre a ONG brasileira, Instituto CEFAC (www.institutocefac.org.br), a Consultoria em Desenvolvimento (www.legar.com.br) e outras partes interessadas da Universidade de São Paulo o Projeto Solar Ear desenvolve aparelhos auditivos digitais recarregáveis. A montagem dos aparelhos auditivos e do carregador solar de baterias é realizado por jovens surdos brasileiros, com colaboração técnica de jovens surdos da África, onde o projeto já foi desenvolvido com êxito.

 Por meio do desenvolvimento de tecnologias e da geração de empregos, programas de capacitação e de educação para surdos, esse projeto criou um empreendimento profissional sustentável, bem como afetou a visão da sociedade civil sobre as habilidades das pessoas com deficiências.

O projeto contratou adultos surdos.

 Os aparelhos auditivos montados no Brasil são os primeiros aparelhos auditivos digitais recarregáveis. Tal tecnologia encontra-se dentro dos padrões da OMS e inclui o carregador e as baterias recarregáveis com vida útil entre 2 e 3 anos.

 Esse projeto ajuda crianças e jovens em situação de desvantagem social na América Latina abrindo o caminho para que freqüentem uma escola e tenham acesso à educação. O artigo 26 da Carta sobre os Direitos Humanos afirma que “todos têm direito à educação”. O projeto também capacita e educa funcionários surdos. Esses empregados encorajam outros surdos não empregados ou alunos desempregados em sua região.

 

Apoio: The Lemelson Foundation

 

 


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